quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Astrologia Chinesa



 
Os chineses acreditavam que sua história estava relacionada com os céus. Chamavam sua terra de Reino do Meio, que representava o Reino do meio celeste onde as estrelas nunca se punham. O imperador ou Filho dos Céus, como era chamado, era um mediador entre o Céu e a Terra. Conhecia, graças ao seu astrólogo imperial, os dias da mudança das estações e podia prever e interpretar todos os sinais celestes.
 
Acreditava-se que, caso o imperador cometesse algum erro em suas previsões, ele perderia todos os poderes que lhe eram conferidos pela natureza. Portanto, era muito importante que seus conselheiros observassem e calculassem com a máxima precisão todos os movimentos do céu. Os deslizes eram punidos com a decapitação.
 
Tão marcante era a influência da astrologia na China antiga, que mesmo os palácios eram construídos de forma a se adequarem à simbologia astrológica. Havia um palácio para cada estação do ano e eram a representação terrena dos palácios ou setores do reino celeste.
 
Durante a dinastia Shang, por exemplo, o imperador era obrigado não só a residir nesses palácios de acordo com a estação do ano, como também a voltar-se para o Sul durante as audiências. O sul representava o centro do seu reino, a Estrela Polar. As portas do palácio estavam voltadas: as do verão para o Sul, as da primavera para o Leste, as do outono para o Oeste e as do inverno para o Norte.
 
Além do Zodíaco Chinês, os astrólogos-astrônomos deixaram ao mundo outras valiosas contribuições. Acreditavam que os cometas eram emanações dos planetas e foram os primeiros a observar o cometa Halley em 240 a.C. Dividiram o ano em exatamente 365 ¼ dias em 444 a. C., como fez o Papa Gregório no século XVI, quando organizou o nosso atual calendário. As manchas solares eram cuidadosamente registradas desde 28 a.C., pois acreditava-se que o sucesso na agricultura estava intimamente ligado a esse fenômeno solar.
 
As enchentes e as secas eram previstas astronomicamente desde 300 a.C. e o papel desses sábios era dos mais decisivos na administração econômica e judiciária de todo o país. Aos planetas foram dados elementos e direções: Mercúrio = ( água, norte ) Marte = ( fogo, sul ) Júpiter = ( madeira, leste ) Vênus = ( metal, oeste ) Saturno = ( terra, centro )
 
Em vez de se basearem na elíptica, como fazem os astrólogos ocidentais, os chineses observavam as estrelas circumpolares, que eram visíveis durante toda a noite toda e durante o ano todo. Concentravam-se também nas 28 constelações circumpolares, denominadas "Hsui". Cada uma delas pertencia a um dos palácios celestes e tinha o nome de algum animal. Assim, a constelação do Morcego, por exemplo, estaria nos domínios do Palácio do Norte.
 
Alguns desses animais não só dão seu nome aos doze meses, como também aos ciclos horários e aos ciclos de 12 meses. Esse Zodíaco parece ter sido usado desde 500 a.C. Porém, a verdadeira origem do círculo dos animais ainda permanece desconhecida. Segundo uma antiga lenda chinesa, Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo, prometendo uma surpresa a cada um dos presentes.
 
Apenas doze animais compareceram e ganharam um ano de acordo com a ordem de chegada: 
  • Rato ou Camundongo (dezembro)
  • Boi, Búfalo ou Vaca (janeiro)
  • Tigre ou Pantera (fevereiro) 
  • Lebre, Gato ou Coelho (março)
  • Dragão ou Crocodilo (abril)
  • Serpente ou Cobra (maio) 
  • Cavalo (junho)
  • Cabra ou Carneiro (julho)
  • Macaco (agosto)
  • Galo ou Galinha (setembro)
  • Cão (outubro)
  • Porco ou Javali. (novembro)
De acordo com um antigo texto budista, quando os animais terminam suas meritórias tarefas, fazem um juramento solene perante os budas de que um deles estará sempre, por um dia e por uma noite, pelo mundo, pregando e convertendo, enquanto os outros onze ficam praticando o bem em silêncio.
 
O Rato inicia sua jornada no primeiro dia da sétima Lua. Procura persuadir os que nascem em seu signo a praticarem boas ações e a corrigirem os defeitos de seus temperamentos. Os demais bichos fazem o mesmo, sucessivamente e o Rato reinicia seu trabalho no 13º dia. Assim, graças ao trabalho constante dos animais, os budas garantem uma certa ordem no universo.
 
 

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